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PROGRAMAÇÃO

 

Teve início nesta segunda-feira (26/01) na Colônia de Férias do SINTRACON CURITIBA em Matinhos/PR, o XXXIV Seminário de Dirigentes Sindicais da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná, promovido pela FETRACONSPAR - Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná, tradicional evento que tem como objetivo reunir líderes sindicais da categoria no Estado para discutir questões relevantes ao movimento sindical.

 

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O evento acontece durante os dias 26 à 28 de janeiro de 2026 e apresentará palestrantes que irão abordar temas importantes no campo político, econômico e sindical paranaense e brasileiro.

 

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Neste ano são aproximadamente 70 dirigentes sindicais inscritos de 48 entidades sindicais, incluindo federações da Bahia, Ceará, Goiás, Pará, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal. No debate estão os desafios do movimento sindical e uma oportunidade valiosa para ampliarem seus conhecimentos, além da troca de experiências com outros líderes do grupo.

 

 

 

Procurador Geral alerta para precarização e orienta sobre instrumentos legais

 

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GLÁUCIO ARAÚJO DE OLIVEIRA
Procurador Geral do Trabalho no MPT
Tema: O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO NA DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS.

 

O Procurador Geral do Trabalho, Dr. Glaucio Aráujo de Oliveira, abriu os debates denunciando a precarização na construção civil. "A terceirização irregular tem gerado situações graves de trabalhadores sem registro em canteiros de obras", alertou.

 

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O procurador apresentou o Núcleo de Mediação e Arbitragem como ferramenta disponível e orientou sobre a contribuição assistencial: "Cada entidade deve definir seus valores conforme sua realidade regional, sempre com razoabilidade."

 

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Casos práticos foram discutidos, incluindo terceirização em obras públicas municipais na Bahia, com ênfase na importância de denúncias formais bem documentadas à Coordenadoria Nacional de Direito Sindical – CONALIS, coordenada pelo Dr. Alberto Emiliano.

 

 

 

Deputado denuncia projeto de "estado mínimo" no Paraná

 

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PROFESSOR LEMOS
Professor, sindicalista e Deputado Estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT/PR)
Tema: CONJUNTURA POLÍTICA NO ESTADO DO PARANÁ.

 

O Deputado Estadual pelo PT/PR, Professor Lemos, traçou panorama crítico da gestão Ratinho Júnior: "O governador foi eleito com apoio do G7 empresarial e da Fundação Dom Cabral, que recebeu milhões para desenhar um plano de estado mínimo para o Paraná."

O parlamentar listou as privatizações em curso: "Venderam Copel Telecom, Compagas, e agora querem vender a Celepar, que guarda todos os dados sensíveis do Estado. Na saúde, educação e segurança, a terceirização é massiva."

 

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Sobre renúncia fiscal, foi contundente: "O Paraná é o estado que mais abre mão de impostos para grandes empresários, mais até que São Paulo. Enquanto isso, os serviços públicos são sucateados."

No contexto eleitoral de 2026, alertou: "Ratinho se coloca como candidato à presidência levando esse modelo de estado mínimo para o Brasil. Precisamos eleger parlamentares alinhados a classe trabalhadora, e ampliar a bancada progressista na Assembleia."

 

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Contrapondo o liberalismo econômico, defendeu: "As conquistas do período Lula/Dilma – valorização do salário mínimo, programas sociais, fortalecimento da previdência – mostram que políticas ativas funcionam. Precisamos de estado social, não estado mínimo."

 

Assessor jurídico defende instrumentos da OIT para proteção sindical

 

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SANDRO LUNARD NICOLADELI
Professor de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro do Comitê Liberal Sindical da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Tema: A OIT E A LIBERDADE SINDICAL.

 

O Dr. Sandro Lunard, professor e assessor jurídico, apresentou análise sobre proteção sindical pela OIT. Sobre financiamento, foi enfático: "As contribuições sindicais não pertencem às autoridades nem aos patrões. O repasse deve ser imediato, conforme determina a Convenção 98 da OIT."

Em provocação ao Sistema S, questionou: "O movimento sindical patronal recebe recursos públicos bilionários – SESI, SENAI, SEBRAE. Por que não podemos ter financiamento adequado?"

 

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Propôs: "Ou democratiza com participação tripartite dos trabalhadores, ou não cobra mais de nós."

 

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Sobre os membros de conselho fiscal nos sindicatos, defendeu mudança de paradigma: "São dirigentes sindicais tanto para os trabalhadores quanto para o empregador. Precisamos mapear nacionalmente as demissões e mudar a cultura jurídica que permite essas perseguições."

 

 

 

DIEESE analisa economia e contradiz previsões do mercado

 

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SANDRO SILVA
Economista Supervisor Técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Tema: CONJUNTURA ECONÔMICA, ANÁLISE SETORIAL E PERSPECTIVAS DAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS PARA O ANO DE 2026.

 

Sandro Silva, Supervisor Técnico do DIEESE, analisou a trajetória econômica brasileira desde 2010. Sobre o período 2014-2016, afirmou: "A Lava Jato e o impeachment geraram crise mais política que econômica. O governo Temer implementou a 'Ponte para o Futuro' – que que seria melhor denominada de ponte para o inferno."

 

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Destacou o crescimento recente: "O mercado apostava que o Brasil viraria Venezuela com o retorno de Lula, mas a economia cresceu em 2023-2024 com políticas ativas: investimento público, valorização do salário mínimo, programas sociais."

 

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Definiu conceitos fundamentais: "Crescimento econômico é produzir mais. Desenvolvimento é crescer melhorando a qualidade de vida e aumentando a renda da população. É isso que diferencia nosso projeto."

 

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Confira a programação completa: