As centrais sindicais se reuniram nesta quarta-feira (11), em São Paulo, para iniciar a construção de uma plataforma da classe trabalhadora para as eleições de 2026 e ratificar apoio à reeleição do presidente Lula.
O encontro – que ocorreu na sede do Sindicato dos Químicos de São Paulo – reuniu dirigentes de diversas centrais sindicais e representantes de movimentos sociais.
A atividade foi apresentada como ponto de partida para a organização do campo sindical no ciclo eleitoral de 2026, em um contexto descrito pelas lideranças como estratégico para o país e para a América Latina.
Representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o secretário-geral Ronaldo Leite afirmou que a unidade das centrais é condição para impedir o retorno da extrema direita ao governo federal.
“Vivemos no Brasil e na América Latina um momento estratégico, em que não podemos permitir, de forma alguma, que a extrema direita volte a dirigir o país.”, declarou.
Segundo ele, a reeleição de Lula é determinante para assegurar a continuidade de um ambiente político favorável às reivindicações da classe trabalhadora. “É a partir da manutenção e da ampliação de um governo democrático e progressista que o movimento sindical brasileiro poderá avançar nas pautas dos trabalhadores”, afirmou.
Leite acrescentou que o processo eleitoral será também um momento de mobilização programática. “Durante este ano e nas eleições, o movimento sindical vai levantar grandes bandeiras da classe trabalhadora”, disse, ao citar como prioridades o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o fortalecimento das empresas estatais.
O dirigente mencionou ainda a situação dos Correios como exemplo dos desafios enfrentados pelas estatais. “Estamos aqui com uma delegação dos Correios, que vive um momento complexo. É com o presidente Lula que vamos conseguir contornar esses obstáculos”, afirmou.
Além da disputa no Executivo, dirigentes sindicais ressaltaram que a eleição de 2026 também será decisiva para alterar a correlação de forças no Congresso Nacional.
Os dirigentes sindicais avaliam que pautas da classe trabalhadora enfrentam resistência parlamentar, o que exige maior engajamento do movimento sindical na eleição de deputados e senadores comprometidos com os interesses da classe trabalhadora.
VERMELHO