O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na sexta-feira (22), o informativo “Indicadores Econômicos do Brasil – 2025″, com os principais resultados econômicos do país no último ano.
Como destaca o informativo, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, sustentado principalmente pela agropecuária, enquanto a inflação desacelerou para 4,26% e a taxa de desemprego caiu para 5,6%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012.
O cenário refletiu avanços no emprego, na agropecuária e nos serviços, inflação mais controlada e desaceleração em parte do comércio.
PIB
Quanto ao PIB, o informativo ressalta o crescimento por cinco anos seguidos. Em 2025, o crescimento econômico foi de 2,3%, abaixo dos 3,4% registrados em 2024.
A agropecuária foi o principal vetor de desenvolvimento, responsável por cerca de 1/3 do crescimento de 2025, com safras recordes de milho e soja. A indústria, comércio, serviços e construção avançaram menos, com taxas abaixo de 3%.
Segundo o documento, o agro foi impulsionado pelo clima favorável e pela expansão da área plantada. A pecuária alcançou máximas históricas nos abates de bovinos, suínos e frangos, além de recordes na aquisição de leite e na produção de ovos.
Ainda que de forma mais modesta, o comércio varejista avançou 1,6%, completando nove anos de expansão, e o setor de serviços cresceu 2,9%, acumulando cinco anos consecutivos de alta.
Por outro lado, a indústria brasileira cresceu apenas 0,6% em 2025, puxada pelas indústrias extrativas, enquanto a indústria de transformação foi afetada pelos juros elevados.
Menor desocupação e maior rendimento
A taxa de desocupação ficou em 5,6%, em 2025, e atingiu o menor nível da série histórica, enquanto o contingente de desocupados caiu 14,5%.
“A população ocupada foi estimada em 103,0 milhões de pessoas em 2025. Frente a 2012, quando a população ocupada era de 89,2 milhões de pessoas, houve aumento de 15,4%. Já a população desocupada totalizou 6,2 milhões de pessoas em 2025. Comparando-se com 2024, houve redução de 14,5% no contingente de desocupados. Em 2025, a taxa de desocupação, que representa o percentual de desocupados sobre a força de trabalho, foi estimada em 5,6%, e atingiu o menor nível da série histórica, 1,0 p.p. menor que em 2024 (6,6%)”, revela o informativo.
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O rendimento médio real também voltou a crescer nos últimos anos. Depois de quatro anos de quedas consecutivas desde 2019, o rendimento médio real voltou a crescer a partir de 2023 e chegou ao ponto mais alto da série histórica ao marcar R$ 3 694.
Isso representou crescimento real de 5,8%, em relação a 2024, e de 18,6%, em relação a 2012.
A massa salarial também atingiu recorde no ano anterior, ao ficar em R$ 375,4 bilhões, uma elevação real de 7,7% em relação a 2024. “O crescimento da massa de rendimento foi impulsionado pelos aumentos da população ocupada e, majoritariamente, do rendimento médio”, indicam os dados.
Inflação em queda
A inflação desacelerou em 2025. Segundo o IBGE, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado no ano ficou 0,57 pontos percentuais (p.p.) abaixo do resultado do ano anterior.
Os grupos de maior impacto foram habitação; saúde e cuidados pessoais; alimentação e bebidas; e transportes.
Os custos da construção civil subiram 5,63% em 2025, com alta de 7,63% na mão de obra e de 4,2% nos materiais, enquanto os preços ao produtor industrial recuaram 4,51%, na segunda maior queda da série histórica iniciada em 2014.
Os resultados reunidos no informativo “Indicadores Econômicos do Brasil – 2025″ refletem os dados das pesquisas conjunturais do Instituto. Uma edição referente aos números de 2024 já havia sido lançada. Entre os inúmeros levantamentos considerados estão a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua; Pesquisa Industrial Mensal (PIM), Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, entre outros.
VERMELHO